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Dossier Expresso

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Tesouros recentes
Jornal Expresso, 6 de Março de 1999

 

Casa onde viveu Michel Giacometti, em Cascais, e onde foram encontrados os seus últimos trabalhos

ACTUALMENTE em tratamento na Casa Verdades de Faria, os últimos tesouros do espólio de Michel Giacometti - encontrados na sequência de um telefonema do actual proprietário da casa onde ele viveu para a Câmara de Cascais - incluem um conjunto de ficheiros (que estavam em gavetas de metal de que já não se conseguia ver a cor original devido à imensa nuvem de ferrugem que as tinha coberto), grande parte da sua correspondência, todos os guiões dos 37 episódios da série «Povo Que Canta» (realizada por Alfredo Tropa no início da década de 70 e exibida por uma única vez na RTP), informações recolhidas para um Dicionário da Música (cerca de 2000 entradas), 111 páginas dactilografadas destinadas ao estabelecimento de uma cronologia do Movimento Operário Português (com a primeira entrada datada de 1830 e a última de 1976) e documentação sobre 21 emissões radiofónicas realizadas em estações estrangeiras (entre 1963 e 1983, Giacometti foi autor de 60 programas dedicados à Música Tradicional Portuguesa na Emissora Nacional e em rádios fora do país). 

Para José Jorge Letria, vereador da Cultura da Câmara de Cascais, só há uma explicação para se ter perdido, durante anos, o rasto a tão importantes documentos: «Encontravam-se escondidos, ao abrigo da devassa e curiosidade. É preciso não esquecer que ele foi um homem muito procurado por grupos musicais, com quem se dava bem e que apoiou. Mas era, também, discreto e reservado.»  

Entre o material recolhido, existem documentos que circulavam clandestinamente (panfletos, manifestos e exemplares do jornal «Avante»), um levantamento musical feito em Cabo Verde (com nomes e dados biográficos de informantes e caracterização geográficas das ilhas), textos políticos (sobre a defesa do património histórico e cultural do povo português e uma proposta de reestruturação da Federação Nacional para a Alegria no Trabalho, FNAT, datada de Abril de 1975, organização para os tempos livres dos trabalhadores que deu origem ao INATEL), um «dossier» de imprensa e duas a três mil fotografias, das quais, segundo Conceição Correia, directora do Museu da Música, «só 20 por cento serão recuperáveis»

O Museu tinha na sua posse 900 fotografias, em fichas individuais, com indicação de autor, local, data e assunto e munidas de uma bolsa de plástico onde se encontra o respectivo negativo. A totalidade das imagens recolhidas por Giacometti e colaboradores em saídas de campo devia rondar, porém, seis mil. 

fonte: Jornal Expresso

 


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