Associação Gaita-de-Foles A.P.E.D.G.F. APEDGF
Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles - Portuguese Bagpipe Society .'.
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Programa


Palco Sons da Terra (Parque das Eiras)

5 – 22h00 Mu (Portugal)
23h00 La Bruja Gata (Madrid)
24h00 Xosé Manuel Budiño (Galiza)

6 – 22h00 Les Violines (Catalunha)
23h00 N’Arba (Astúrias)
24h00 Eliseo Parra+Tactequete (Castela-Leão)


Palco Mirai Qu’Alforjas (Largo da Igreja)
6 – 16h30 Fiesta de los Rigaleijos, terra de miranda
17h00 La Bandina’l Tombo (Astúrias)
21h30 Ritual "Mágico-Céltico" (Astúrias)
22h00 Gaiteiros de Moimenta de Vinhais

Taberna dos Celtas
6 – 01h30 Biba la Gaita! Ui!
7 – 01h30 Biba la Gaita! Ui!
7 – 02h00 Gaiteiros de Moimenta de Vinhais

Igreja Paroquial de Sendim
7 – 14h00 Missa Intercéltica com o Coro de Canto Gregoriano de Penafiel

Exposição (Casa da Cultura de Sendim)
5 – 14h00/22h00 Gaiteiros da Terra de Miranda
6 – 10h00/22h00 Gaiteiros da Terra de Miranda
7 – 10h00/20h00 Gaiteiros da Terra de Miranda


Parque das Eiras
5 – 22h00/24h00
6 – 15h00/24h00 Artesanato e produtos da terra, instrumentos musicais, livros
e discos, licor celta e outras poções mágicas...

Descobrir Sendim
5/6/7 Santos e S. Paulo:
Os monumentos e a paisagem…
Pisões: O rio Douro aos nossos pés…
Roteiro sendinês: A terra e as gentes.
6 – 09h30 Rota dos Celtas em BTT
Concentração no Largo da Igreja
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6º Festival Intercéltico
de Sendim

5, 6 e 7 de Agosto, em Sendim, Miranda do Douro



O gaiteiro galego Budiño é cabeça de cartaz este ano, em Sendim.

Em Sendim, em pleno coração do Planalto Mirandês, realiza-se pela sexta vez consecutiva o Festival Intercéltico de Sendim, nos dias 5, 6 e 7 de Agosto. Um evento consagrado às músicas folk e tradicionais, que tem vindo a reunir um público crescente nos últimos anos.
Para a edição de 2005, a programação (a mais cara de sempre) assume definitivamente o carácter "ibérico" que tem marcado as últimas edições deste festival, procurando trazer o público que em Portugal e Espanha segue as novidades da música trad/folk.
Assim, o cartaz deste ano está dominado por grupos oriundos destes dois países, cuja orientação principal é trabalhar sobre as raízes da música tradicional para trazer novos modos de fazer música, misturar tendências e contributos de muitas culturas: MU (Portugal), La Bruja Gata (Madrid, Espanha), Xosé Manuel Budiño (Galiza), Les Violines (Catalunha), N'arba (Astúrias), Eliseo Parra + Tactequete (Castela-Leão) e La Bandina de ’l Tombo (Astúrias).

MU (Portugal)
5 de Agosto 2005
Noite – palco Sons da Terra (Parque das Eiras)

Quando foram seleccionados os cinco finalistas do II Arribas Folk – Arrefole, Beltane, Chuchurumel, Mu e Toques do Caramulo -, a realizar no dia 18 de Dezembro de 2004, pelas 22h00, em Sendim (concelho de Miranda do Douro), para o primeiro classificado estava em causa a possibilidade de abrir a sexta edição do Festival Intercéltico de Sendim. O que se ficaria a dever ao facto de o Arribas Folk pretender afirmar-se como um evento com o objectivo fundamental de contribuir para a divulgação dos grupos dedicados à música folk (um género que conta com muito pouca divulgação nos meios de comunicação social, pese embora o facto de se tratar de uma música em grande parte inspirada nas raízes tradicionais e, como tal, potenciadora do conhecimento de reportórios identitários), bem para a sensibilização e captação de novos públicos.
Foram vencedores os MU, provenientes da área do grande Porto (região na qual é particularmente intensa a dinâmica folk/trad), desde logo se apresentando com uma instrumentação assaz esclarecedora: didgeridoo, percussões variadas, cordofones, flauta, tabla, violino e acordeão.
E o modo como então se apresentaram foi, de facto, sui generis e desde logo muito esclarecedor sobre a atitude básica dos seus elementos perante o universo da música tradicional e folk: Pega-se num didgeridoo australiano e põe-se a marinar com a especiaria da tabla indiana durante sensivelmente um ano. Depois junta-se o violino bem temperado com os aromas da Irlanda e faz-se o estrugido. Para adoçar este prato, barra-se muito bem o cozinhado com as doçuras do acordeão previamente condimentado com os sabores da França, da Bélgica e, claro, da Europa do leste! Após cerca de um ano a cozinhar, o resultado está na mesa: uma refeição rica e original em sabores musicais do mundo!!!
Amy Merryl: viola de arco, voz - Diana Azevedo: violino, voz - Nuno Encarnação: percussões diversas - Hugo Gomes (Osga): percussões diversas - Sara Barbosa: contrabaixo - Sophie Kalitz: acordeão, voz, dança.


La Bruja Gata (Madrid, Espanha)
5 de Agosto 2005
Noite – Palco Sons Da Terra (Parque Das Eiras)

Tinha de definir-se um conceito de folk, algo que vínhamos já fazendo há alguns anos e que continuamos a fazer. A pergunta seria: o que retira La Bruja Gata da música folk? O que é que tem o grupo a ver com a folk? Se se falar da folk como uma tradição resgatando as coisas que se faziam antigamente, então não nos encaixamos nisso, na medida em que no nosso trabalho quase todas as canções são de autor. Pensamos que a folk é mais uma busca do estilo segundo o qual antigamente se tocava.
Tudo começou com José Ramón, que estudou clarinete clássico, mas com inquietações impressionantes por todo o tipo de músicas. E todo aquele esbanjamento de talento que tem não podia fazê-lo com a música clássica, que é uma música muito fechada, que tem de ser trabalhada quase exclusivamente como solista e como tinha mais inquietações, começou a procurar gente e formou o grupo. A incorporação de Rafa Martin ou Javier Barrio, bem conhecidos no mundo folk, deu-lhe um impulso mais profissional. E encantou-os a ideia e foi assim que tudo começou.
As influências são vagabundas, são as influências de Madrid, por exemplo, que é um fervedouro de culturas e de gentes de todos os sítios, e pode ouvir-se, quando se passeia, um grupo de africanos a tocar, ou um grupo de judeus a fazer música judia, uns russos fazendo russa ou uns andaluzes. Todas estas influências de campo são o leit motiv do nosso trabalho. Obviamente que há influências de grandes mestres, de grupos sobretudo nórdicos e balcânicos e muita influência clássica porque a nossa formação foi clássica…
Nós não queremos fazer folk por tradição. Supostamente o purismo terá que ver com que se guardem as formas tradicionais, mas não é isso que nós queremos fazer: bebemos da folk para fazer música, que é um conceito que difere dos que pretendem fazer tradição, que era outra das características do purismo e do folk antigo, que se circunscreviam sempre a um ponto concreto ou a uma zona concreta. Um dos principais valores do grupo é a experimentação com diferentes arranjos, compassos, melodias, estruturas. Nós não fazemos música de uma determinada zona, nós fazemos música de todos os lados. Não temos que justificar o que queremos fazer e fugimos disso, de nos enclausurarmos numa determinada linha. Queremos divertir-nos fazendo música.
Antonio Melero: Percussões - Javier Barrio: Dulzainas, Guitarra, Guitarrillo - Javier Palancar: Acordeão - José Ramón: Clarinete - Rafa Martín: Sanfona, Alaúde - Roberto Ruiz: Baixo, Violoncelo.


Xosé Manuel Budiño (Galiza)
5 de Agosto 2005
Noite – Palco Sons Da Terra (Parque Das Eiras)

Quando em 1987 Xosé Manuel Budiño deixou a banda de gaitas da sua terra natal, Moaña (do outro lado de Vigo, na Galiza), e se integrou no Grupo Didáctico Musical do Obradoiro, criado na Universidade Popular de Vigo pelo mestre e artesão Antón Corral, o seu futuro na música estava de facto decidido: ele seria um dos mais influentes gaiteiros de uma nova geração (do mesmo grupo saíram gaiteiros como Carlos Núñez e Anxo Pintos) que viria a ter um papel muito importante para a internacionalização da música tradicional galega.

Criativo e irrequieto, inconformista perante os desafios da inovação e da modernidade, Xosé Manuel Budiño desde muito cedo decidiu que o que verdadeiramente lhe interessava não era reinterpretar ou recriar a tradição mas sim criar a partir dela.

Para Xosé Manuel Budiño a música, como a vida, define-se pela equação entre a interpretação e a criação, tendo concluído que se calhar já nos interpretamos e reinterpretamos demasiado e demasiadas vezes e que o futuro tem de ser encarado com novas ideias e com novas soluções para diminuir, na medida do possível, os efeitos do asfixiante “loop” com que nos bombardeiam todos os dias com as listas de êxitos das rádios e as crónicas de notícias dos telejornais.

O último disco de Xosé Manuel Budiño, intitulado Zume da Terra, publicado em 2004, constitui uma eloquente afirmação das suas crenças e de um novo conceito no contexto da música da galiza: a novidade resulta do facto de nele se reconhecerem e convergirem muitas correntes musicais, estéticas e conceptuais características do “grande mercado globalizado”. E de tal modo esta opção foi intencional e deliberadamente assumida pelo gaiteiro, que não recorreu a qualquer produtor (ao contrário do que sucedeu nos seus discos anteriores): Budiño queria que o disco fosse todo obra integralmente sua, apresentando uma espécie de caderno de uma viagem solitária durante a qual a convicção e o seu reconhecido talento como músico firam a bússola e o vento que lhe permitiram navegar.

A presença de Xosé Manuel Budiño em Sendim - com a sua banda – constitui uma oportunidade única para melhor nos apercebermos dos novos desafios que se colocam a todos os gaiteiros da mais recente geração: como conjugar a tradição com a modernidade, como revigorar as raízes do passado para garantir as árvores do futuro.
Carlos Arevalo: Bateria - César Morais: Baixo - David Salvado: Voz, Percussão - Miguel Seoane: Guitarra, Bouzouki - Xose Manuel Budiño: Gaitas, Flautas.


Les Violines (Catalunha)
6 de Agosto 2005
Noite – Palco Sons Da Terra (Parque Das Eiras)

O grupo Les Violines foi formado em 1996, reunindo vontades apostadas em fornecer uma nova sonoridade no contexto da música tradicional, desde logo definindo como objectivo principal o resgate da alegria característica das festas mais importantes de antanho na região da Catalunha. Festas estas que não raro eram animadas por um só violinista, que conseguia pôr toda a gente da comunidade a bailar, marcando o ritmo com o pé na tarimba de madeira. Na memória das gentes de Beget e de Tuixent permanecem as figuras ímpares de violinistas populares como Peret Blanc e Pepito Farré.
O repertório do grupo Les Violines incorpora precisamente espécimes popularizados por esses velhos e prestigiados tocadores, assim como de outros músicos populares das povoações dos Pirinéus, a par de temas oriundos das tradições musicais catalã, vascã, canária e norte-peninsular, entre outras. Ou não fosse a Catalunha uma terra de seculares interacções culturais!

Tratava-se, de facto, de recuperar para um contexto expressivo da folk dos nossos dias toda uma energia e capacidade de comunicação geradora de elevados índices de participação, fazendo dessa opção uma proposta fulcral de evidente rompimento com meras reproduções dos sons tradicionais (ou como tal considerados). Em boa verdade, um dos grandes contributos do movimento da folk europeia (e não só) reside precisamente no facto de ter aproximado muita gente das músicas tradicionais pela via da leitura actualizada dos Cânones estabelecidos como tal.

“A tradição alimenta-se da comunicação – afirmou a violinista e líder do grupo, Simone Lambregts – da evolução, da partilha. Neste sentido, é imprescindível que, para que seja viva, saia à rua, se faça ouvir, que os pares bailem, que os grupos de amigos cantem nas tabernas e nas rondas.”
Está lançado o desafio: com Les Violines no palco intercéltico de Sendim a festa vai acontecer sob o signo da dança e do baile colectivo!
Anna Carné: Violino - Anna Colomer: Violino Eléctrico - Clara Ribatallada: Acordeão Diatónico - Manel Vega: Contrabaixo - Quim Soler: Bateria - Simone Lambregts: Violino Eléctrico.


N’arba (Astúrias)
6 de Agosto 2005
Noite – Palco Sons Da Terra (Parque Das Eiras)

O grupo N’Arba foi criado em Oviedo, no ano de 1966, na sequência de uma série de sessões musicais realizadas no famoso bar “Ca Beleño” por Lisardo Prieto, Miki Llope e Xosé Ambas. A este trio original – violino, flauta transversal e gaita-de-foles – proveniente da zona centro-ocidental das Astúrias, juntaram-se guitarras, baixo eléctrico e bateria trazidos por músicos da área de Avilés, num cruzamento de raízes que acabou por ser determinante para o estilo reconhecidamente inovador dos N’Arba.

Alguns dos membros do grupo participam noutros projectos musicais (quer em grupos folk como Felpeyu e Tejedor ou formações pop e rock), o que contribui de forma decisiva para a versatilidade dos arranjos da música apresentada pelo grupo. Uma música vibrante e fortemente apelativa, de sobremaneira testemunhada pelo seu álbum de estreia, “Inda ya Céu”, publicado em 2001, cuja primeira edição se esgotou numa semana.

No contexto da folk asturiana, os N’Arba tem vindo a ser considerados como uma verdadeira lufada de ar fresco, não raro ousando abrir as fronteiras expressivas do género musical em que se inserem, denotando, porém, um conhecimento muito profundo sobre a música tradicional asturiana (que alguns dos seus membros muito bem conhecem devido aos seus trabalhos de recolha de campo).

Nos N’Arba a tradição e a modernidade são uma constante do seu discurso criativo e interpretativo, num diálogo carregado de invulgar energia comunicativa com o auditório. E, neste sentido, a força do grupo tem vindo a suscitar a adesão incondicional de públicos cada vez mais vastos e participantes. Um concerto dos N’Arba é um verdadeiro festim!
Horacio Garcia: Baixo Eléctrico - Lisardo Prieto: Violino - Miki Llope: Flauta Transversal de Madeira - Ruben Alvarez: Guitarra Acústica - Senén Fernández: Bateria - Xosé Ambas: Gaita e Voz.


Eliseo Parra + Tactequete (Castela/Leão)
6 de Agosto 2005
Noite – Palco Sons Da Terra (Parque Das Eiras)

Nascido em 1971 de Sardón de Duero (Valladolid), Eliseo Parra registou o seu primeiro disco com o grupo Mi Generación, no qual permaneceu durante seis anos, frequentando ao mesmo tempo o Conservatório Municipal de Barcelona (solfejo e harmonia). Em 1976 integrou a banda de jazz catalão Blay Trítono e, depois, a Rondalla de la Costa. Em 1979 gravou com Maria del Mar Bonet, logo mais se integrando no grupo Al Tall. Regressando no ano seguinte a Barcelona, aí integra grupos como Sardineta, La Sonora Catalana, La Plateria e La Negra, colaborando com artistas como Marina Rossell, Ovidi Montllor, Sisa e Gato Pérez, entre outros.

Em 1983, fixa-se em Madrid e no grupo Mosaico dedica-se à música de raiz tradicional (dedicaram um disco a Agapito Marazuela, folclorista de Segovia), surgindo como produtor, arranjista e compositor em discos de La Gaira, Elisa Serna, Angel Carril e María Salgado, para citar apenas alguns. Sobretudo com José Manuel Fraile Gil, realizou intenso trabalho de campo e de estudo da música tradicional em terras madrilenhas. E, a partir de 1992, começou a publicar os seus discos a solo.
Neste concerto, Eliseo Parra apresenta o seu grupo na companhia dos Tactequete, um quarteto de percussionistas de reconhecido talento (num total de onze músicos em palco).
Eliseo Parra - Eduardo Laguillo - Pedro Oteo - José Luis Ordonez - Pablo Martin - Marc Vila Pujals - Alberto Busquets Cebrian - Aleix Tobias - Xavier Lozano - António Sanchez - Barranco - Francisco Tasies Martinez


Fiesta de Ls Rigaleijos  (Terra de Miranda)
6 de Agosto 2005
16h30 Palco Mirai Qu’alforjas (Largo da Igreja)

De um modo geral, em termos de música instrumental, associa-se a Terra de Miranda às populares gaitas de foles que, de facto, pontificam na região do Planalto Mirandês, com particular incidência no concelho de Miranda do Douro (embora se continue a registar a sua presença nos concelhos de Mogadouro e de Vimioso, mas em menor quantidade).
Nos últimos anos tem vindo a ser desenvolvida intensa actividade de preservação e de divulgação, aos mais diversos e distintos níveis (aprendizagem, construção, registos fonográficos, eventos e festas, seminários e congressos) das gaitas de foles e respectiva música tradicional na Terra de Miranda, o que muito contribuiu para tal imagem.
No entanto, também os tamborileiros (tocadores, em simultâneo, de flauta pastoril e tamboril) foram objecto de acções concretas em termos de registo, divulgação e valorização, sendo neste momento particularmente dinâmica uma tradição que correu, até há bem pouco tempo, o risco de ser submergida pela tradição das gaitas de foles.
Mas não se confinam na Terra de Miranda as tradições musicais, em termos instrumentais, às actividades protagonizadas por gaiteiros e tamborileiros, sendo de destacar a popularidade de outros instrumentos, como as harmónicas ou gaitas-de-beiços, aqui designadas, em mirandês, por rigaleijos.

Pastores ainda as tocam nas longas horas de permanência nos lameiros e pastagens do Planalto Mirandês ou animando bailes populares em festas ou domingos e feriados, num qualquer terreiro de uma qualquer aldeia mirandesa.

E foi justamente no sentido de não só divulgar esta tradição instrumental mas também de procurar contribuir para a respectiva defesa e preservação que resolvemos integrar nas actividades do Festival Intercéltico de Sendim uma apresentação destes populares tocadores (um dos quais, Domingos Esteves Afonso, de Palaçoulo, foi já registado pela Sons da Terra, podendo escutar-se no disco que foi publicado no ano 2000 alguns espécimes tocados no rigaleijo).


La Bandina’l Tombo (Astúrias)
6 de Agosto 2005
Tarde 17h00 – Palco Mirai Qu’alforjas (Largo da Igreja)

Em finais do século XIX, a “bandina” era uma formação clássica, bastante popular, que percorria as terras asturianas para animar festas e bailes, incluindo nessa altura o recém aparecido acordeão, a flauta transversal de madeira e o violino, juntamente com o contrabaixo e a percussão. Eram formações dotadas de grande mobilidade, propiciadoras do baile e com uma secção rítmica fundamental para ajudar os dançadores menos habilitados a seguirem a música.
Música asturiana para bailar: a Bandina’l Tombo nasceu com o objectivo de recuperar o espírito dos bailes que se faziam nas Astúrias em finais do século XIX e princípios do século XX. Neste sentido, os membros do grupo recorrem a arquivos documentais da tradição musical asturiana, a repertórios de grupos etnográficos e aos mais diversos cancioneiros. Mas também fazem trabalho de campo, entrevistando gente que tocava em bandas semelhantes. O repertório de La Bandina’l Tombo é composto por temas dançados “a lo suelto”, ou seja, em que os pares não se tocam (xota, saltón, xiringüellu, muñeira, gallegada, fandangu, media vuelta, araña, xirandiya…) e por danças de pares (polca, valsa, mazurca, pasudoble, rumba, habanera, tango…).
Carlos Tejerina: Contrabaixo - Dolfu Fernández: Violino - Marga Lorences: Acordeão - Pepín de Muñalen: Flauta, Colheres e Bombo.





 
 


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