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Paulo Meirinhos é músico, co-fundador do grupo Galandum Galundaina e professor de música.
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Pandeiro Pneumático
Os Pandeiros Mirandeses de Paulo Meirinhos


O pandeiro/adufe sempre foi muito usado em Trás-os-Montes, principalmente na Terra de Miranda para o acompanhamento vocal. Em Miranda, o pandeiro adquiriu várias formas, como o atesta o livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses” de Ernesto Veiga de Oliveira (3ª Ed, pag.271). Estes instrumentos eram construídos em Duas Igrejas por Alfredo Ventura (avô de Paulo Meirinhos), um dos maiores tocadores de caixa da região e carpinteiro de profissão.

“O pandeiro é um membranofone de percussão directa de aro baixo e cujas peles são fixas, cosidas uma à outra sobre o aro.
Eles aparecem associados à música vocal popular tradicional mais genuína – por vezes caracteristicamente arcaica.” (Instrumentos Musicais Populares Portugueses”, de Ernesto Veiga de Oliveira).


O pandeiro com sistema pneumático é uma criação de Paulo Meirinhos para contornar um problema que surge nos instrumentos de peles naturais, em dias frios ou em zonas com muita humidade relativa. Este dispositivo constituído por uma câmara-de-ar permite esticar a pele do instrumento e inclusive afiná-lo, uma vez que o enchimento do rebordo com ar provoca uma tensão uniforme em redor das duas peles.


Pandeiros com um pipo? Note-se o rebordo com a câmara de ar.

Esta inovação é de grande utilidade para músicos exigentes e que necessitam deste instrumento em qualquer época do ano e com diferentes condições atmosféricas.
Paulo Meirinhos começou a idealizar e construir estes pandeiros pela necessidade de conseguir um instrumento com estas características que o satisfizesse tecnicamente e contornasse alguns problemas característicos das peles naturais e de altura indefinida.


Os pandeiros estão disponíveis numa variedade de formatos.

A construção destes pandeiros é totalmente manual e a técnica de costura das peles usada, confere-lhe uma grande resistência, uma vez que a extremidade das peles é enrolada uma sobre a outra e cosida, dando-lhe também um aspecto visual muito original e agradável.

Em alguns destes pandeiros são-lhe introduzidas cordas de tripa, tal como os antigos pandeiros Mirandeses, ou de nylon. Com este pormenor, consegue-se um som final mais brilhante e similar ao da caixa.

Os aros são cortados em madeira de pinho ou mesmo castanho, por ser mais leve e resistente; as uniões são coladas e fixadas com grampos de chapa, dando-lhe mais resistência e segurança.
As peles são de cabrito ou cordeiro. Os instrumentos são todos numerados, datados e assinados pelo construtor.

Paulo Meirinhos
Fonte de Aldeia
5210 Miranda do Douro
Portugal

Tel: 00351 934261972
E-mail: [email protected]

 

 


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