Associação Gaita-de-Foles A.P.E.D.G.F. APEDGF
Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles - Portuguese Bagpipe Society .'.
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1º Encontro: Crónica

Breve Crónica do I Encontro de Tocadores, por José Miguel Barros, no site At-tambur.com
  Dúvidas?

Para quaisquer dúvidas e esclarecimentos adicionais, contactos:

E-mail:
[email protected]

Telefone:
91 763 8023

 

Para Ouvir

Registos sonoros recolhidos no estúdio de gravação da edição de 2002, disponíveis para download, em mp3
  Fotografias
Imagens das várias oficinas do primeiro Encontro...

II Encontro de Tocadores
Ao encontro da música tradicional e dos seus instrumentos

Nisa, dias 9, 10 e 11 de Maio de 2003
 
Encontro Actividades Instrumentos Programa Inscrições

Actividades

Encontro de Músicos - Oficinas
Feira de construtores de instrumentos
Painel "Música e Tradição"
Encontros Sobre o Palco - Concertos Nocturnos 
Tertúlias sobre Documentários
Estúdio de gravação
Mostra e Venda de Discos

  Como frequentar as oficinas musicais?
  Para frequentar os encontros de músicos os interessados deverão inscrever-se previamente através de qualquer dos sites (www.attambur.com; www.pedexumbo.com e www.gaitadefoles.net).
Faça aqui mesmo a sua inscrição!
 

Encontro de Músicos - Oficinas



Exclusivamente frequentados por músicos inscritos, tomam a forma de encontros em torno de cada instrumento específico, seus tocadores e seus repertórios. Este ano, os âmbitos tratados são a Gaita de Foles, Flauta de Tamborileiro, Concertina, Viola Campaniça, Braguesa, Rabeca, Canto e Adufe.

Cada espaço funciona de forma autónoma, contando com a presença de dois músicos convidados e de dez a quinze músicos seleccionados para o efeito por inscrição. Os Músicos convidados representam gerações, enquadramentos sociológicos e repertórios diversos, tendo o instrumento como elemento unificador.

O Tocador tradicional é o elemento central dos Encontros, detentor da cultura tradicional, último elo de uma cultura popular transmitida oralmente ao longo de gerações e gerações, em casa, no trabalho, nos terreiros e bailaricos de antanho, em festividades religiosas, nos arraiais e em celebrações diversas.

O “pivôt” é o elemento catalizador dos encontros, interagindo com os tocadores tradicionais e com os aspirantes a tocadores, facilitando a transmissão de repertórios, técnicas e vivências.

Os encontros com os tocadores decorrerão em espaços fechados, numa única casa, havendo dois momentos de encontro ao longo do dia: de manhã (das 10:30 às 13:00 horas) e à tarde (das 16:00 às 19:00 horas).

Paralelamente estará montado um pequeno estúdio onde os instrumentistas poderão, sempre que oportuno, registar em áudio apontamentos ou peças trabalhadas. O registo constituirá acervo do projecto, a disponibilizar pela organização nas formas que se achar conveniente, para a correcta divulgação da música e do encontro. 

Saliente-se aqui o caso do encontro em torno da gaita de foles que, para além de um espaço de aprendizagem, contará com a presença em proximidade da Oficina da Associação Gaita de Foles. O objectivo é o ensino de especificidades práticas ligadas ao instrumento como, afinar, empalhetar, tapar poros, mudar foles, pequenas reparações no tomo, entre outras.

Feira de Construtores de instrumentos

Durante o encontro, decorrerá a Feira de Construtores. Nela estarão diversos construtores de instrumentos populares, fazendo alusão ao seu ofício, à riqueza e diversidade da cultura popular portuguesa. È objectivo ter presentes os construtores dos instrumentos que compõem o Encontro entre outros.
Este espaço aberto a todos, pretende facilitar o acesso directo aos instrumentos e construtores e a sua aquisição, para além de constituir uma oportunidade de partilha e troca de opiniões entre os que fazem desta actividade um modo de vida e os interessados em geral, que poderão contactar em proximidade com os artistas “fazedores”de instrumentos. 
Sendo um acontecimento singular em Portugal, pretende-se o seu reforço continuado de forma a conferir a esta Feira a dimensão merecida em representatividade e qualidade. Paralelamente, alargar-se-á este espaço à venda de instrumentos em segunda mão. Assim se facilitando também a aquisição, pela oportunidade de preço e pelo acesso aos instrumentos, tantas vezes dificultado pela dimensão reduzida do seu mercado específico.

Painel "Música e Tradição"

Painel Música e Tradição: Registos sonoros, imagens, documentos; 
Para que servem? O que fazer com eles? O legado de Catarina Chitas.


O Painel Música e Tradição fará em tom de festa, este ano, uma referência
especial a uma Grande Senhora, Catarina Chitas, cantora e adufeira de
Penha Garcia, recentemente falecida. Mais do que uma merecida homenagem
quer-se festejar o seu contributo na afirmação de repertórios que soube
inovar e transmitir com sensibilidade e afecto. E falar do incontornável
recurso a fontes documentais de grande qualidade para se conhecer o que vale
a pena e se ser capaz de encontrar novas formas de tocar e renovar a música
popular (condição absolutamente necessária para a sua sobrevivência). 
( Ver Anexo 1- Breve Apontamento Biográfico ).

O Painel Música e Tradição é um encontro aberto, aproveitando a oportunidade
singular da presença de todos aqueles que o fazem e nele participam ­ da
gente que gosta de música aos novos e velhos tocadores, dos entusiastas ou
especialistas do som e da imagem documental aos entendidos em
etnomusicologia. Momento que se quer vivo, criativo e de animada partilha.
Porque é da celebração da música e dos seus ritos que se vai falar.


Encontros Sobre o Palco - Concertos Nocturnos 

Porque a música é partilha as noites estão reservadas também para a festa. Assim sexta e sábado à noite, é no terreiro que se faz a música. Concertos e bailes informais, participados por todos, músicos ouvintes ou bailadores, em descontracção e folia natural. 

Tertúlia sobre Documentários de Etnomusicologia

Os filmes, as histórias dos filmados, as peripécias das filmagens. Alguns comentados por quem neles colaborou. Mais do que mote para a tertúlia uma oportunidade única para conhecer, dentre outros, o acervo saído dos baús particulares ou do estado, organizado a propósito do Primeiro Encontro de Tocadores.

Estúdio de gravação



Estará montado durante o encontro um estúdio de gravação de forma a se registarem, repertórios e técnicas afectas aos diversos instrumentos. Pretende-se a posterior edição tendo como primeiro objectivo facultar a todos os músicos interessados e em particular aos participantes, material de apoio para trabalho continuado. Pensa-se eventualmente, e em concordância com os parceiros a possibilidade de edição deste material a divulgar no tempo e na forma achada mais conveniente aos propósitos de máxima vulgarização. 

Pequena mostra e venda de discos

Durante o Tocadores estarão igualmente disponíveis para venda alguns livros e discos sobre música e tradições musicais portuguesas. 


Breve apontamento biográfico de Catarina Chitas

CATARINA CHITAS, nome artístico de SARGENTA, Catarina

SARGENTA, Catarina (n. Penha Garcia, Idanha a Nova, 30 Jan. 1913; m. Penha Garcia, Idanha a Nova, 8 Mar. 2003)
Cantora, adufeira.
Um extenso conhecimento do repertório popular das Beiras aliado a uma cuidada e por vezes inovadora interpretação, permitiram o reconhecimento público das suas qualidades. Catarina Chitas, o nome por que é conhecida, realizou ainda um notável trabalho de divulgação quer directamente, em apresentações públicas, quer em gravações. 
Os primeiros registos conhecidos de Catarina Chitas terão sido feitos por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira em 1963 (inéditos, depositados no METN de Lisboa). Muitos outros registos se foram fazendo, dos quais merecem referência: os de Michel Giacometti em 1970, para a série produzida pela RTP “Povo que canta”, publicado em 1970/1996 - Antologia da Música Regional Portuguesa. Beira Alta. Beira Baixa. Beira Litoral; em 1982 por José Alberto Sardinha, em “Recolhas da Tradição Oral Portuguesa – Beira Baixa e Minho”, e em 1997, em “Portugal Raízes Musicais – nº 4 Beira Baixa e Beira Transmontana”; em 1991, a Câmara Municipal de Idanha a Nova edita um LP com 17 faixas, inteiramente dedicado a Catarina Chitas; em 1992, é editado na Collection Dominique Buscall o CD “Music du Monde – Portugal: Chants et tambours de Beira Baixa”, em que Catarina Chitas canta em nove faixas; em 1994, um CD concebido e realizado por Jacques Erwain, “Voyage Musical Portugal – Le Portugal et les Iles” , que além de incluir duas gravações de Catarina Chitas, tem um depoiamento gravado onde nos diz: “Daqui de Penha Garcia, fala Catarina Chitas. É uma pessoa que não tem estudos nenhuns. Fui criada no campo, a guardar gado, a guardar tudo, a guardar cabras, e porcos, e vacas. E a trabalhar, a ceifar, a sachar o trigo, a arrancar o mato, a fazer tudo. A minha sabedoria é essa. Agora, de então para cá, já fui cozinheira, já fui padeira, já fui tecedeira, já passou tudo pelas minhas mãos. Só estudos da Escola é que nunca tive”.
Em 2002, a Associação José Afonso publicou o CD “Catarina Chitas – Uma lição de Bem Cantar” (AJA010), onde se incluem algumas das melhores prestações da cantora.

Domingos Morais
Artigos: Catana, António Silveira (2.002)“Catarina Chitas – Um livro aberto da Cultura Tradicional da Beira Baixa”, Jornal Raiano, edição de 18 de Abril de 2002.

 


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