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1º Encontro: Crónica

Breve Crónica do I Encontro de Tocadores, por José Miguel Barros, no site At-tambur.com
  Dúvidas?

Para quaisquer dúvidas e esclarecimentos adicionais, contactos:

E-mail:
[email protected]

Telefone:
91 763 8023

 

Para Ouvir

Registos sonoros recolhidos no estúdio de gravação da edição de 2002, disponíveis para download, em mp3
  Fotografias  

Imagens das várias oficinas do primeiro Encontro...

II Encontro de Tocadores
Ao encontro da música tradicional e dos seus instrumentos

Nisa, dias 9, 10 e 11 de Maio de 2003
 
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Instrumentos - Viola Braguesa
Características
Contexto
Afinação


Exemplos de diferentes violas Braguesas, com diferentes tamanhos, de 89 cm (viola da esquerda) a 77 cm (viola da direita). 

Características
As violas nortenhas fazem-se essencialmente de dois tamanhos: um, maior (pode chegar aos 90 cm), para tocar em conjunto com outros instrumentos e outro mais pequeno (77 cm), a “requinta”, que é de preferência para tocar sozinha ou acompanhar o canto (ver foto acima). A viola braguesa mais característica hoje tem a abertura central em “boca de raia”” (exemplar da esquerda), mas os modelos e representações antigas mostram exclusivamente bocas redondas (viola da direita) ou ovais deitadas (viola do centro).

Contexto
A viola Braguesa é o grande instrumento popular do Noroeste Português, de todo o Entre Douro e Minho e sobretudo do Minho, figurando nas rusgas (as rusgas minhotas são grupos festivos que se podiam ver a caminho das festas e romarias e nos trabalhos colectivos da região, acompanhando a dança que espontaneamente se organizava), chulas e desafios, que são as formas músico-instrumentais dominantes na região. Ela toca-se aí a solo ou a acompanhar o canto, ou mais correntemente, ao lado do cavaquinho, e, modernamente, da guitarra (mais raramente com a rabeca e bandolim), harmónica e acordeão a par dos idiofones rítmicos e fricativos, como o tambor, os ferrinhos e o reque-reque.

Afinação

Fig. 5: Afinação mais corrente da viola braguesa.

A afinação da viola varia muito, conforme os diversos tipos, as regiões onde ela se toca, e mesmo, dentro da mesma região, os géneros musicais que se têm em vista. Certos autores, contudo, apontam afinações definidas a que parecem atribuir um carácter de generalidade que é difícil de admitir: por exemplo, mi – si – sol – ré – lá (Manuel da Paixão Ribeiro e Armando Leça), lá – mi – si – lá – ré (Michel’ Angelo Lambertini). Os violeiros, construtores e tocadores, actualmente, indicam para esta viola a afinação da guitarra, suprimindo a sexta corda (si agudo): lá-mi-si-lá ré (do agudo para o grave – ver Fig. 5); e para a requinta, lá – fá sustenido – si – sol e ré (do agudo para o grave). Na Aveleda (Braga), o violeiro Domingos Machado (presente no II encontro de tocadores) dá a esta afinação o nome de “moda velha”, e fala também na afinação da “Mouraria Velha), que parece corresponder a sol – mi –si – lá – mi (do agudo para o grave), em que as cordas mais agudas são as terceiras.

(Extraído e adaptado do Livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses” de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira - Gulbenkian 2000).

 


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