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Ultreia e Pablo Carpinteiro
Conheça melhor esta associação


Pablo Carpinteiro Arias

Doutorado em Ciências pela Universidade de Santiago de Compostela, trabalha actualmente como investigador nessa instituição.
Começou a tocar a gaita aos 8 anos de idade e aos 18 fundou a banda de gaitas da Associação Cultural Val do Asma de Chantada e o grupo Folerpas de Chantada. Anos depois, ingressou em Cantigas e Agarimos, onde esteve durante um ano, para fundar depois, juntamente com outros companheiros, o Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA de Santiago de Compostela.
Na sua trajectória, destaca-se a colaboração como gaiteiro na orquestra de câmara da Universidade de Santiago de Compostela, que deu frutos com a gravação do disco intitulado "In Itínere".
Com o Obradoiro de Cultura Tradicional Ultreia gravou também dois discos, "Andando Camiño" e "Eiquí... Acolá..." Com o seu grupo de requinteiros editou o disco "A Requinta de Xián".

Como docente, tem administrado cursos de toque fechado em vários pontos da geografia galega e dá aulas de gaita em várias associações e escolas.

Actualmente é director da escola de gaitas do Concelho de Santa Comba, do grupo de gaitas do Centro Cultural Rosalía de Castro de Cacheiras, do grupo de requinteiiros "A Requinta de Xián" e da secção instrumental do Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA. Com o Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA actuou em toda a Galiza e em muitos outros lugares da Península e do estrangeiro. São de destacar as suas actuações como solista em Bergen (Noruega), onde esteve como embaixador cultural do Concelho de Santiago de Compostela por ocasião da geminação das cidades capitais da cultura do ano 2000, ou as actuações nos teatros de Pontevedra, Lugo e Ourense.


Obradoiro de Cultura Tradicional Ultreia

HISTORIAL DO GRUPO
A associação Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA nasce no início de 1993 como um colectivo interessado na recuperação da música, instrumentos, trajes e danças tradicionais galegas. Os seus componentes percorrem desde então toda a geografia na procura das tradições galegas mais profundas. O campo de investigação da associação abrange as mais recônditas paragens, incluindo as zonas que, apesar de não pertencerem administrativamente à Galiza, correspondem a zonas de cultura propriamente galega, como o norte de Portugal, a zona noroeste de Zamora (Alta Sanábria), o Bierzo e a parte mais ocidental das Astúrias.
Como fruto desse trabalho de investigação, ULTREIA deleita o espectador em cada uma das suas actuações com uma completíssima digressão pelo folclore galego, já que ao longo destes anos tiveram a oportunidade de coligir mais de vinte danças de diferentes zonas, cerca de quinze trajes diferentes e um sem-número de peças instrumentais e cantadas, assim como numerosos instrumentos hoje praticamente extintos e desconhecidos do público.

A associação divide-se em duas secções:

Um grupo de instrumentistas e cantadeiras composto por cerca de dezasseis membros. Esta secção editou já dois discos ("Andando Camiño" e "Eiquí... Acolá...") em que se recolheu a parte mais significativa do seu trabalho. O grupo de instrumentistas ensina ao longo das suas actuações um leque muito amplo de formações instrumentais tradicionais galegas: desde a primitiva associação entre gaiteiro solista e tamborileiro, passando pelo quarteto tradicional (duas gaitas, tambor e bombo), que pode, eventualmente, agregar instrumentos como o clarinete ou o acordeão, até outras formações tradicionais mais recentes que têm o nome de "murgas", "músicas" e "charangas", fruto da incorporação de saxofonistas, trompetistas, clarinetistas, etc. nos quartetos tradicionais provenientes das bandas populares. Além disso, o grupo de instrumentistas oferece ao público formações musicais tradicionais de mais reduzido âmbito geográfico, como os grupos de requinteiros próprios da zona do Ulla ou as denominadas "Treboadas" próprias do Baixo Minho e estreitamente aparentadas aos Zés Pereiras da zona minhota de Portugal. Mas a exibição de instrumentos e instrumentistas não termina aí, abarca outras manifestações musicais como acordeonistas solistas, rabelistas, violinistas, etc.

Pelo seu lado, o grupo de cantadeiras da secção instrumental do Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA faz que o público mergulhe na importantíssima parte feminina do folclore galego. As cantadeiras interpretam peças recolhiidas em todas as zonas de cultura galega: desde o norte de Lugo até às zonas limítrofes do Douro em Portugal, passando pelo ocidente das Asturias e León, até às zonas interiores e ribeirinhas da comunidade. Através da riqueza de ritmos e melodias interpretadas pelo grupo de cantadeiras, reforçada pela variedade de acompanhamentos instrumentais possíveis no nosso folclore feminino (gaita solista, quartetos de gaitas, pandeiretas, latas de pimentão, pandeiros, enxadas, tamboris femininos, etc.), torna-se bem patente a riqueza musical desta parte do folclore galego.

Por último, cumpre salientar que nas actuações do grupo instrumental do Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA não faltam representações de manifestações culturais propriamente galegas impossíveis de levar a cabo no palco, como são as "Treboadas de Tomiño", as comparsas de Reis de vários lugares da Galiza, muitas delas de uma espectacularidade fora do comum, ou as manifestações próprias dos diferentes Entrudos galegos, dotados de uma forte componente simbólica, e, como tal, impressionantes. Para mostrar essas tradições, o grupo desce do palco e junta-se ao público, fazendo-o assim partícipe directo dessas representações, tal como se fez durante séculos nas nossas aldeias.

A segunda secção do Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA é composta por um grupo de baile integrado por cerca de trinta bailarinos. Esta secção deleita o público com a exibição de numerosas danças recolhidas em toda a geografia galega, que são sempre interpretadas com os trajes próprios recolhidos em cada zona, a par dos velhos pontos, voltas e passeios típicos dos nossos bailes.
A secção de baile recuperou quinze trajes diferentes ao longo da geografia galega, sete dos quais correspondendo a vestidos de trabalho e que os mais velhos denominam trajes "de cotío"; os outros oito trajes correspondem a trajes denominados de "garda", usados em festas e romarias.

Quanto ao repertório de bailes desta secção, àparte as numerosas muiñeiras e xotas tiradas do esquecimento por toda a comunidade, cumpre salientar a recuperação da Muiñeira Vella da zona de Bergantiños, o Vira e a Cana Verde do sudoeste da província de Ourense, a Regueifa da Costa da Morte e até o baile ao som do rabel da Alta Sanábria e as muiñeiras acompanhadas de violinos ou flautas das montanhas lucenses da Fonsagrada.

ULTREIA representou também a Comunidade Galega na feira organizada en Puerto de Santa María (Cádiz) en 2001, nos festivais folclóricos do Mediterrâneo (Murcia), Jumilla (Murcia) (por duas vezes), Barcelona, Zamora e S. Sebastian. 

Actuações mais destacadas

Depois da sua apresentação no Teatro Principal de Santiago de Compostela em 2 de Maio de 1993, o Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA conta com um extenso historial de actuações por toda a comunidade. Nesse contexto, podemos salientar numerosas actuações nos principais teatros de Ourense, Pontevedra, Vigo e Santiago e a actuação no Festival Intercéltico de Moaña.
É de sublinhar também a actuaçâo que a secção instrumental do grupo realiza todos os anos nas festas patronais de Santiago de Compostela, onde ano após ano apresentam as novidades do seu trabalho de recolha.

O Obradoiro de Cultura Tradicional ULTREIA actuou nas cidades de Bergen (Noruega) e Helsínquia (Finlândia) em representação de Santiago de Compostela. Também na geminação desta cidade com outras capitais estrangeiras como Porto (Portugal), S. Sebastian e Oviedo representou este grupo a capital da Comunidade. Por outro lado, ULTREIA actuou já em diversas cidades europeias como Lorient e Reims (França) e várias vezes foi o porta-estandarte da cultura da Comunidade Galega em feiras de mostras e festivais internacionais. Foi o caso da sua actuação durante um mês no Parque Espanha en Osaka (Japão), da sua presença durante uma semana no Pavihão da Galiza na Exposição Universal Hannover 2000 (Alemanha) e da sua actuação durante seis días no festival de Lorient 2001, igualmente dedicado à Galiza.

ULTREIA representou também a Comunidade Galega na feira organizada em Puerto de Santa María (Cádiz) en 2001, nos festivais folclóricos do Mediterrâneo (Murcia), Jumilla (Murcia) (por duas vezes), Barcelona, Zamora e S. Sebastian.

 


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