Associação Gaita-de-Foles A.P.E.D.G.F. APEDGF
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Espaco.gif (821 bytes) Entrevista MP3
Elza Neto entrevista
Manuel Bento
(27 de Março de 2007):

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Instrumentos
> Viola Campaniça


Oficina de Campaniça no I Encontro de Tocadores (Nisa, 2002). Da esquerda para a direita: Pedro Mestre, Manuel Bento e José Barros (foto: Miguel Barriga).

Tocador: Manuel Bento
Manuel Bento toca Viola Campaniça desde cedo, tendo aprendido com o pai e avô, também tocadores. Em jovem dedicava-se ao trabalho no campo, e à noite tocava na taberna do pai, em Aldeia Nova, Ourique. Tocava também em romarias, na Feira de Castro, e frquentemente acompanhava o cante a despique e ao baldão.
Sem nunca aprender a ler pautas, a sua sabedoria começa a ser reconhecida publicamente em mais velho, sendo gravado por Rafael Correia e José Alberto Sardinha. Com a esposa D. Maria e o tio Sr. Francisco António forma o trio Viola Campaniça. Com esta formação gravam diversos CDs, e actuam por todo o país. Actualmente, Ti Manuel Bento é o tocador de maior prestígio de Viola campaniça, que coninua a ter um enorme prazer em ensinar a sua arte às gerações mais jovens.


Pivot: Pedro Mestre
Pedro Mestre é natural da localidade Aldeia de Sete, concelho de Castro Verde, localidade onde ainda reside. Desde pequeno que nutre um enorme gosto pela música tradicional alentejana, devido ao facto de ouvir a sua mãe cantar modas alentejanas. Entrou aos 10 anos para o Coral Infantil “Os Carapinhas” e, aos 12 anos, aprendeu a tocar Viola Campaniça com o mestre Francisco António (mais conhecido por Chico Bailão). Aos 13 anos ingressou no Coral Masculino “Os Ganhões” e um ano mais tarde assumiu o cargo de Mestre Ensaiador do mesmo grupo.
Em 2001, foi fundador de dois grupos corais da freguesia de Santa Bárbara de Padrões: Grupo Coral e Etnográfico “Os Cardadores” e Grupo Coral e Etnográfico “As Papoilas”, sendo também o mestre Ensaiador dos mesmos. Em 2002, assume o lugar do seu mestre – Chico Bailão – , dando continuidade ao Grupo de Violas Campaniças de Castro Verde, no qual fica a tocar com o mestre Manuel Bento. Neste ano também se dedica à construção de Violas Campaniças, que aprendeu a construir com o artesão Amílcar Silva. Em 2003, fundou, na Aldeia da Sete, a Associação de Cante Alentejano “Os Cardadores, com o objectivo de preservar os usos e costumes do concelho de Castro Verde. Neste ano e, em 2004, foi formador na Escola/Oficina de Violas Campaniças, dinamizada pela Cortiçol – Cooperativa de Informação e Cultura de Castro Verde
Actualmente, Pedro Mestre apresenta a Viola Campaniça em três formas: uma com o Grupo de Violas Campaniças, acompanhado de vozes femininas, outra acompanhando improvisadores do cante de despique e baldão e, outra ainda, apresentado modas campaniças a solo, acompanhado por outros instrumentos (Viola ritmo, Viola baixo e percussão).


Características

A Viola Campaniça é a maior das violas portuguesas, com 94 cm. Para além dos trastos normais, apresenta mais dois ou três trastos complementares, já sobre o tampo, e apenas sob as cordas agudas, de modo a permitir uma amplitude maior nos agudos do canto que aí se desenha (ver foto).

Contexto social
A Viola Campaniça usava-se por todo o distrito de Beja e noutras zonas próximas, toca-se a solo ou a acompanhar o canto de “modas” e “despiques”, geralmente entre dois tocadores, que improvisam, nos bailes públicos e particulares, nas festas, nas vendas e noutras quaisquer ocasiões. Essas “modas” e “despiques” à Viola campaniça, de ritmos vivos e de uma feição alegre e extrovertida, são de facto totalmente alheios à gravidade concentrada, à interioridade e à nostálgica solenidade que caracterizam os clássicos corais polifónicos da província.

Afinação
A afinação da Viola Campaniça está estreitamente adaptada à voz que acompanha. Assim, as primas afinam pela voz, porque é nelas que preferencialmente se dá o canto; as segundas, no terceiro ponto, afinam pelas primas soltas; as terceiras, ou toeiras, no sétimo ponto, afinam pelas primas soltas; as quartas, ou bordão das primas, no segundo ponto, afinam pelas primas soltas; as quintas são idênticas às toeiras, com o bordão uma oitava a baixo – o que corresponde uma afinação ré – si – sol – dó – sol (do agudo para o grave), começando a afinação com o canto pelo ré. (Fig. 7).



Fig. 7 – Afinação das 10 cordas da Viola campaniça; os números indicam as ordens, 1 para primeiras, 2 para segundas e assim sucessivamente.


(Extraído e adaptado do Livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses” de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira - Gulbenkian 2000).



 


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