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Viola Braguesa e Cavaquinho

José Correia da
Silva com uma Viola Braguesa.
A oficina de Viola Braguesa e Cavaquinho procura recuperar as velhas
formas de tocar estes instrumentos, para salvá-los do seu declínio técnico;
embora haja cada vez mais pessoas a tocá-los, poucas conhecem a fundo as
suas técnicas e segredos. Nesta edição, talvez surja um novo grupo de
pessoas dispostas a aprender e a transmitir conhecimentos, o que
iniciará algo maior, com consequências para lá deste evento. Esse é,
pelo menos, o objectivo.
Tocador: José Correia da Silva
José Correia da
Silva, conhecido entre Braga e Famalicão por Sr. Correia, aprendeu a
tocar nos anos 60 numa Viola Braguesa construída por si. Posteriormente,
adquiriu uma outra, de melhor qualidade, por 300 escudos, ao violeiro
Domingos Machado (pai) na romaria de Santa Marta, em Braga - no
tempo em que estes construtores vendiam os instrumentos nas festas e
feiras.
Com um percurso de aprendizagem autodidacta nos anos 70, entra no grupo
de música tradicional "Conjunto Jacinto Paulo" como baixista. Mais
tarde, nos anos 90, reencontra-se com a braguesa, já que Domingos
Machado (filho) lhe oferece uma destas violas, aquando da inauguração do
seu Museu dos Cordofones. A partir desse momento pratica novamente o
instrumento, tendo vindo a colaborar durante dois anos com o "Rancho da
Casa de Povo de Calendário" – Famalicão.
Pivot: José Barros
Nasceu
em Lisboa em 1960. Toca guitarra desde muito jovem e desde 1976 que
percorre os palcos de todo o país. É por volta de 1980 que desperta para
os instrumentos tradicionais portugueses de , como o cavaquinho, a viola
braguesa, o bandolim, a viola campaniça, a viola beiroa e a viola da
terra, que passam a merecer da sua parte uma maior atenção, estudo e
dedicação, na aprendizagem de tudo o que tem a ver com o aspecto técnico
ou etnomusicológico desses instrumentos. Paralelamente descobre o gosto
pelos cantares tradicionais de todas as regiões do país. Frequentou a
Juventude Musical Portuguesa, a escola do Hot Clube e a Academia dos
Amadores de Música de Lisboa onde cursou a disciplina de Canto. Em 1983
é um dos fundadores do grupo Bago de Milho (realizando espectáculos por
todo o País, Espanha, Moçambique, etc.) e grava o primeiro disco. Em
1986 é fundador do grupo Romanças, com o qual grava dois discos:
“Romanças” (1988), e “Monte da Lua” (1991). Com este grupo participou em
diversas tournées por Espanha, Canadá, França, Irlanda, Inglaterra, etc.
Desde 1991 apresenta, conjuntamente com Rui Vaz (Gaiteiros de Lisboa) um
espectáculo dedicado à Viola Campaniça e canto alentejano chamado
Cantesul, participando em espectáculos no país e no estrangeiro.
Colaborou com o grupo de música tradicional portuguesa “Ronda Dos Quatro
Caminhos”, entre 1991 e 1994, gravou com Rão Kyao, Isabel Silvestre
(projecto que dirigiu nos espectáculos ao vivo entre 1997/2000 - Expo/98
em Lisboa por exemplo) entre muitos outros. É responsável pelo projecto
Trinado, projecto de dinamização e divulgação dos instrumentos
tradicionais de cordas, que tem apresentado em escolas secundárias e
primárias sempre que a disponibilidade o permite, preparando neste
momento uma orquestra de cavaquinhos. É fundador e responsável pelo
grupo "José Barros e Navegante", trabalho que tem vindo a desenvolver
desde 1992 e cujo novo disco "Meu Bem Meu Mal", sairá a publico em Abril
de 2008.
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