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Canto
Oficina de Canto: o poder das Vozes
É sempre especial e “novo” o modo
como as vozes individuais se transformam em voz colectiva. O que há de
técnico e o que há de “mágico” no nascimento de uma voz colectiva é o
que sem dúvida experimentaremos quando juntarmos as vozes na entoação
das canções que levarei comigo e das canções que aprenderei convosco.
Para além das melodias, harmonias, timbres e palavras que facilmente
reconhecemos como herança cultural nossa, outras músicas há em que a
metamorfose da apropriação colectiva do que nasceu individual, ou o
processo de recriação individual do que foi canto colectivo de um grupo,
nos tocam; vamos ter oportunidade de escutar, e de mais uma vez nos
maravilharmos com a imensidade de timbres e “histórias vocais” que
individual e colectivamente são produto da diversidade humana.
Vamos respirar em conjunto, descobrir que a voz (colectiva ou
individual) é sempre um gesto, e que a escuta é uma forma de ouvir que
envolve os sentidos todos.
Paula Coimbra
Monitora: Paula Coimbra
Licenciada
em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, concluiu o Curso
Geral de Canto no Conservatório de Música do Porto tendo posteriormente
continuado a estudar com diversos professores.
Leccionou as disciplinas de Formação Musical e Coro em várias escolas de
ensino de especializado de música e é actualmente professora de “Voz e
Leitura Musical” na Academia de Música de Lisboa.
Estudou Direcção Coral com Vassil Arnaodov, Edgar Saramago, Anton de
Beer, Christian Grube, José Robert, António Lourenço e Paulo
Lourenço. Trabalhou como assistente do maestro Francisco d´Orey na
direcção do Coral dos Estudantes de Letras da Universidade de Coimbra, e
como assistente do maestro José Robert na direcção do Coro da
Universidade de Lisboa. Iniciou o seu trabalho como directora coral em
1985 com um dos coros da Biblioteca Operária Oeirense e posteriormente
dirigiu o Grupo Coral de Queluz (entre 1992 e 2000). Fundou dois coros
na Marinha Grande (o Coro do Sport Operário Marinhense e o Coral em
Canto), o Coro Cantapiano (Coro do Casa Pia Atlético Clube), o Coro da
Relação de Lisboa (CORELIS), e o Grupo Coral da Portela (grupo que
actualmente dirige). Fundou igualmente dois coros infantis: o Coro de
Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música (que dirigiu entre
1995 e 2001) e o Coro de Pequenos Cantores da Escola Metropolitana de
Música de Lisboa (que dirigiu entre 2001 e 2004). Gravou o CD Acordes e
Acordãos com o CORELIS, e o CD LOIK com o Coro de Pequenos Cantores
(edição da AAM) que inclui mais de 30 canções de compositores
portugueses destinadas a coros juvenis, sendo que algumas delas lhe
foram especificamente dedicadas.
Desde sempre interessada pelo canto tradicional português nunca deixou
de o integrar na sua prática pedagógica e no seu trabalho como directora
coral, procurando sempre incentivar o seu estudo, conhecimento e
vivência.

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