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Exemplo de Biniou-Koz (foto:
cortesia Oliver Seeler)
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Bretanha
Francesa |
A principal peculiaridade do Biniou Koz está em ter a afinação mais aguda que se conhece numa gaita-de-fole. Actualmente constrói-se em várias tonalidades, que são, do mais agudo para o mais grave: Dó, Sib e Sol. Isto aparentemente é “normal”, mas tenha-se em consideração que a tónica Dó, por exemplo, equivale à segunda oitava de uma gaita galega, por exemplo. O modelo mais habitual é o de Si bemol. As partes que constituem esta gaita são o soprete, o fole, o bordão, (em duas partes, equipado com uma palheta simples); e o ponteiro (“Levriad”) de dimensão muito pequena - a ponto de os gaiteiros com os dedos mais volumosos serem incapazes de tocar o modelo mais agudo!- e que está equipado com uma palheta dupla de
cana.
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Duo
de tocadores de Biniou-koz e Bombarda
(foto:
cortesia J.L. Matte) |
A escala é maior e diatónica, com extensão de uma oitava e sensível de meio tom. Toca em digitação aberta. Não há orifício agudo na parte traseira do ponteiro, pelo que a oitava se emite levantando o indicador da mão esquerda e mantendo tapados os cinco orifícios inferiores.
A madeira mais usual na sua construção é o buxo, sendo os anéis em corno e mais recentemente também em materiais plásticos. O fole é talhado e cosido em pele de carneiro ou vaca. Não costuma levar vestimenta.
Esta gaita não é habitualmente tocada a solo, mas sim em dueto com a inseparável Bombarda, um instrumento de sopro directo, semelhante a um ponteiro, também de palheta dupla e habitualmente afinado uma oitava abaixo do Biniou. O repertório é constituído principalmente por música de dança, tal como o “An-dro”, a “Gavotte”, a “Scottiche” e o “Bal Plinn”. Contudo, a dupla de músicos também atinge grande expressividade na execução de estilos lentos e quase recitativos como o “Gwerz”
(“lamento”). Note-se que até inícios do século XX a companhia da caixa como percussão era relativamente comum, tendo caído em
desuso.
O nome “Biniou-Koz” significa, em Bretão, “gaita-de-fole antiga” - sendo a “nova”, a Great Highland Bagpipe, importada para a Bretanha na segunda metade do século XX e hoje parte dominante das bandas de gaitas (“Bagad”) dessa região
- que surgiram como resultado da influência das bandas militares britânicas aí estacionadas
a partir de 1944, no final da II Guerra Mundial.
Associação
Gaita de Foles, 2005 - Direitos Reservados
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